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Grupo Coimex firma parceria com DP World e Odebrecht para a EMBRAPORT - 13/10/2009
O Grupo Coimex conta com novos parceiros na construção e operação do terminal EMBRAPORT. A operadora global de terminais marítimos, DP World, e a brasileira Odebrecht firmaram uma parceria para adquirir participação majoritária na empresa que será o maior terminal portuário privado multiuso do País, em Santos, São Paulo. Além das três companhias, está mantida a participação do Fundo de Investimento FI-FGTS, da Caixa Econômica Federal, no projeto.
De acordo com o vice-presidente executivo do Grupo Coimex, Orlando Machado Junior, o Grupo, líder do projeto desde a sua concepção, reduz sua participação, mas se mantém no bloco de controle.
"É uma parceria que culminará em ganhos significativos para Santos, para o estado de São Paulo e para todo o Brasil. O Grupo Coimex idealizou e iniciou o projeto mesmo em um momento de crise e de pessimismo. Mantivemos os investimentos porque sempre confiamos na economia brasileira e em seu potencial de superação", ressalta.
Ele afirma que, desde o início do projeto, o Grupo considerava fundamental contar com a presença de um sócio operador portuário "world class" que, neste caso, ainda está aliado a um dos grupos brasileiros de maior projeção nos cenários nacional e internacional.
"As duas empresas agregam valor ao empreendimento pela competência em operação e gestão. Estamos convencidos de que daremos enorme contribuição para o desenvolvimento do Brasil colocando em operação este importante terminal portuário em Santos. O know how em logística do Grupo Coimex, aliado à expertise da Coimex Trading em comércio exterior, são características importantes para complementar as competências agora reunidas em torno deste empreendimento", afirma.
O bloco formado pela DP World, Odebrecht e Coimex fica com 66,67% da empresa e o FIFGTS com 33,33%. A primeira fase do projeto de construção do terminal está prevista para ser concluída em 2012 com capacidade de movimentação de 1 milhão de TEU (unidades de contêineres de 20 pés) por ano e investimentos da ordem de US$ 500 milhões. O projeto total terá capacidade de mais de 1,5 milhão de TEU e cerca de 2 bilhões de litros de etanol. O Terminal EMBRAPORT ficará em uma área de 800 mil metros quadrados e terá pátio de contêineres com 600 mil metros quadrados, 100 mil metros quadrados para operação de líquidos, além de 100 mil metros quadrados para armazéns, edifícios administrativos, oficinas, gates, sistema viário, pátio ferroviário e outras instalações. Seu cais terá 1.100 metros com píer para granéis líquidos.
O terminal vai gerar 1,4 mil empregos diretos e quatro mil indiretos, injetando R$ 52 milhões por ano na economia local por meio de salários e encargos. Serão ainda US$ 760 milhões em impostos no período de 10 anos. Também contará com os mais modernos padrões tecnológicos de operação, desde a qualidade dos equipamentos até os métodos e sistemas operacionais.
Os dados revelam a dimensão do projeto e sua importância para a economia de um país carente de infraestrutura. Por trás desses números, contudo, há informações não menos importantes: o projeto de construção do terminal levou o Grupo Coimex a desenvolver 24 programas socioambientais, voltados para a melhoria da qualidade de vida dos moradores da região, para a preservação ambiental e para a redução do impacto gerado pela obra. São ações ligadas à educação, à cultura, ao meio ambiente e à preservação da história e da memória das comunidades que vivem nas proximidades do terminal, que tem como vizinhas as ilhas Barnabé e Diana. Um exemplo do trabalho são os 500 mil metros quadrados, equivalentes a 50% da área própria do empreendimento, que serão integralmente preservados.
Fonte: Notícias Grupo Coimex
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